
Hoje, uma pergunta ficou martelando a minha mente o dia todo: "Quando sabemos que o que estamos sentindo é amor?" e resolvi vim aqui falar dos meus "amores".
Se eu for pensar em todas as vezes que eu achei que estava amando alguém, vai ser difícil escrever aqui, porém poucas vezes eu teve certeza (ou não) disso. Eu tinha doze anos quando eu conheci meu primeiro amor. Era meu colega, sentava do meu lado na sala de aula e a princípio era meu melhor amigo. Fazíamos trabalhos juntos, no recreio estávamos juntos em todos os lugares, sempre juntos. Quando percebi que o que sentia não era só amizade, veio a terrível e dramática notícia: ele era loucamente apaixonado pela nossa colega e para piorar um pouco mais, minha "melhor" amiga. Eu não sabia o que fazer e depois de meses e meses no martírio, criei coragem (que veio não sei de onde) e contei a ele o que realmente sentia. A vergonha tomou conta de mim, na escola não conseguia mais conversar e nem olhar ele, pois tudo o que eu sentia não era correspondido e se tratando do primeiro amor, era coisa pra morrer. Desistia, insistia, resistia. Bom, depois de mais de um ano sofrendo, morrendo e chorando, depois de noites e noites no telefone com o moço apaixonado pela minha melhor amiga, eu resolvi desistir e eis que um beijo surge, após uma aula de Educação Física. Eu não sei de onde eu tirei tanta felicidade, meu sorriso era de orelha a orelha. E desse primeiro amor sofrido, se transformou em um namoro de quase dois anos (com idas e vindas), com muitas histórias pra contar, lindas por sinal. Ai, um certo dia tudo se acaba e surge mais um período em que o mundo desabava, choros, lamentos ... até que, em uma festa de última hora, eu conheço o novo amor da minha vida!
Um menino lindo, tímido, que me encantou no primeiro olhar. Com ele, esqueci todo o sofrimento, não chorava mais com frequência e nem me importava mais com o fulano. Eu pensava nele. Saia sem rumo, só para o encontrar. Foi um começo simples, tímido, mas que com o passar do tempo foi se tornado forte, intenso. Passei com ele momentos lindos, maravilhosos, vivi experiências novas, cresci, amadureci muito. Comecei a ver a vida de outra forma, me senti mais mulher, mais desejada. Essa "amor" durou um ano e dois meses e o motivo do fim, prefiro esquecer e guardar só as coisas boas, as lembranças boas. Um tempos depois ... eis que surge em minha vida um anjo ... foram os meses mais marcantes da minha vida. Foi tudo muito rápido, apaixonante. Se tornou parte de mim em questões de dias e eu estava morrendo de amores. Por impulso, a gente acaba perdendo oportunidades que poderiam ser amadurecidas e que foram jogadas fora. Foram momentos ótimos os quais vivi, que duraram apenas quatro meses, mas foram tão importantes, que as lembranças ainda são bem vivas. Chorei, como nunca tinha chorado e entre tantos e tantos consolos, alguém em especial me falava coisas tão lindas que eu já nem dava tanta importância ao sofrimento.
Esse "amor" já não era um menino, era um cara, vivido (mas não velho), vinte e poucos anos, mas com um coração mole, igual ao meu. Só que tinha um problema: a distância. Alguns quilômetros nos separavam e mesmo não o vendo e não o tocando, eu amei profundamente. Foram horas, dias, noites amando sem ao mesmo conhecê-lo e quando chegou esse momento eu tremia, suava frio, na minha barriga, parecia que haviam borboletas... naquele momento, foi a melhor coisa que eu já havia sentido, o toque, o beijo, o abraço, que nem tenho palavras para expressar. Foi uma semana de convívio diário, mas que valeu por toda a minha vida. Então, veio a despedida. Um dor tão forte, que foi capaz de me derrubar por meses. E com a despedida, veio a distância, onde as coisas ficaram cada vez mais difíceis, doloridas, tudo foi se desgastando, mas não acabando. E mesmo que hoje seja difícil de se reencontrar o carinho continua e continuará para sempre.
É ai estão meus "amores", ou não? Será que foi amor? Amor não é eterno?
Em cada história era amor, mas que se acabou. Amor acaba?
Bom, perguntas sem resposta e que eu as encontrarei em algum momento da minha vida, quando eu encontrar o meu verdadeiro amor. De repente, indo ao mercado ou na fila de padaria ... (ou não).