domingo, 10 de outubro de 2010

eu vim aqui falar dos meus "amores"


Hoje, uma pergunta ficou martelando a minha mente o dia todo: "Quando sabemos que o que estamos sentindo é amor?" e resolvi vim aqui falar dos meus "amores".
Se eu for pensar em todas as vezes que eu achei que estava amando alguém, vai ser difícil escrever aqui, porém poucas vezes eu teve certeza (ou não) disso. Eu tinha doze anos quando eu conheci meu primeiro amor. Era meu colega, sentava do meu lado na sala de aula e a princípio era meu melhor amigo. Fazíamos trabalhos juntos, no recreio estávamos juntos em todos os lugares, sempre juntos. Quando percebi que o que sentia não era só amizade, veio a terrível e dramática notícia: ele era loucamente apaixonado pela nossa colega e para piorar um pouco mais, minha "melhor" amiga. Eu não sabia o que fazer e depois de meses e meses no martírio, criei coragem (que veio não sei de onde) e contei a ele o que realmente sentia. A vergonha tomou conta de mim, na escola não conseguia mais conversar e nem olhar ele, pois tudo o que eu sentia não era correspondido e se tratando do primeiro amor, era coisa pra morrer. Desistia, insistia, resistia. Bom, depois de mais de um ano sofrendo, morrendo e chorando, depois de noites e noites no telefone com o moço apaixonado pela minha melhor amiga, eu resolvi desistir e eis que um beijo surge, após uma aula de Educação Física. Eu não sei de onde eu tirei tanta felicidade, meu sorriso era de orelha a orelha. E desse primeiro amor sofrido, se transformou em um namoro de quase dois anos (com idas e vindas), com muitas histórias pra contar, lindas por sinal. Ai, um certo dia tudo se acaba e surge mais um período em que o mundo desabava, choros, lamentos ... até que, em uma festa de última hora, eu conheço o novo amor da minha vida!
Um menino lindo, tímido, que me encantou no primeiro olhar. Com ele, esqueci todo o sofrimento, não chorava mais com frequência e nem me importava mais com o fulano. Eu pensava nele. Saia sem rumo, só para o encontrar. Foi um começo simples, tímido, mas que com o passar do tempo foi se tornado forte, intenso. Passei com ele momentos lindos, maravilhosos, vivi experiências novas, cresci, amadureci muito. Comecei a ver a vida de outra forma, me senti mais mulher, mais desejada. Essa "amor" durou um ano e dois meses e o motivo do fim, prefiro esquecer e guardar só as coisas boas, as lembranças boas. Um tempos depois ... eis que surge em minha vida um anjo ... foram os meses mais marcantes da minha vida. Foi tudo muito rápido, apaixonante. Se tornou parte de mim em questões de dias e eu estava morrendo de amores. Por impulso, a gente acaba perdendo oportunidades que poderiam ser amadurecidas e que foram jogadas fora. Foram momentos ótimos os quais vivi, que duraram apenas quatro meses, mas foram tão importantes, que as lembranças ainda são bem vivas. Chorei, como nunca tinha chorado e entre tantos e tantos consolos, alguém em especial me falava coisas tão lindas que eu já nem dava tanta importância ao sofrimento.
Esse "amor" já não era um menino, era um cara, vivido (mas não velho), vinte e poucos anos, mas com um coração mole, igual ao meu. Só que tinha um problema: a distância. Alguns quilômetros nos separavam e mesmo não o vendo e não o tocando, eu amei profundamente. Foram horas, dias, noites amando sem ao mesmo conhecê-lo e quando chegou esse momento eu tremia, suava frio, na minha barriga, parecia que haviam borboletas... naquele momento, foi a melhor coisa que eu já havia sentido, o toque, o beijo, o abraço, que nem tenho palavras para expressar. Foi uma semana de convívio diário, mas que valeu por toda a minha vida. Então, veio a despedida. Um dor tão forte, que foi capaz de me derrubar por meses. E com a despedida, veio a distância, onde as coisas ficaram cada vez mais difíceis, doloridas, tudo foi se desgastando, mas não acabando. E mesmo que hoje seja difícil de se reencontrar o carinho continua e continuará para sempre.
É ai estão meus "amores", ou não? Será que foi amor? Amor não é eterno?
Em cada história era amor, mas que se acabou. Amor acaba?
Bom, perguntas sem resposta e que eu as encontrarei em algum momento da minha vida, quando eu encontrar o meu verdadeiro amor. De repente, indo ao mercado ou na fila de padaria ... (ou não).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

e te perdendo eu cresci tanto!



Hoje lendo tudo que escrevi por nós, fiquei pensando no porque de tudo isso acontecer. E entre tantos pensamentos, me veio o que mais coube no momento: crescer. Já ouvi muito aquela frase que diz "te perdendo eu cresci tanto, que não quero mais te encontrar", achava isso um orgulho, hoje percebo que não. Meus pensamentos tomaram outro rumo, me tornei uma pessoa mais seletiva. Aprendi a escolher com quem devo me relacionar, a quem eu devo respeitar, a quem eu devo amar, quem eu devo valorizar. Descobri, uma força que eu jamais imaginava que eu tinha e percebi o quanto eu posso suportar. Descobri que um término de um relacionamento não é o fim do mundo, mas o começo de um mundo melhor. Eu posso morrer chorando, mas eu morro em dois, três dias, no máximo. Depois eu nasço novamente, a vida continua, toma outro rumo, sem dor, graças a Deus. Eu sou assim. Não há nada que me faça sair do chão, perder o rumo. E se isso aconteceu, foi por alguma razão, aconteceu porque tinha que acontecer, porque há coisas melhores na minha vida e se te tirei dela, é porque não faz mais sentido, que já não importa mais. Até as lembranças boas foram junto. Me desculpa tal ignorância, mas comigo é 8 ou 80. Me faz bem, ótimo. Me faz mal, desculpa, mas pra mim não serve. Hoje, eu vou pensar em mim, ser feliz, sorrir, coisa que alguns dias eu não sabia o que era. Mas que passou, como um vento. Como se uma página da minha vida tivesse sido arrancada. E os erros, transformei eles em força e com eles percebi que devemos valorizar quem nos valoriza. Que devemos dar amor, a quem nos dá amor. Que devemos perder tempo, com quem perde tempo conosco. E que acima de tudo, as lágrimas de ontem, trouxeram a felicidade de agora em diante.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

e quanto mais tento fugir eu me aproximo mais ♪


Desabafo? Pode ser. Mas é o que eu mais tenho pensado nesses últimos dias. Nessa história complicada, difícil, que em muitas vezes me fez chorar, me fez perder o sono, que me fez ficar horas e horas em minha cama, sem vontade nem se quer de ir até a cozinha tomar água. Dramática? Desde que nasci. Mas apenas dramática, não mentirosa. Não te direi que isso tudo me trás só coisas boas. Não, não mesmo. Não vou concordar com a frase que diz ... quem ama, não te faz chorar. Claro que faz, tanto de saudade, de alegria, de tristeza, de amor, de prazer... Por tantas e tantas coisas, penso em desistir, em deixar pra lá, esquecer. Mas pra que? Já tentei fazer isso milhões de vezes. Consegui? Nunca!
Um dia me disseram que é amor antigo. Amor antigo... o que é isso? Daqueles que pode passar anos e anos e não se esquece? Que pode aparecer alguém perfeito, que faça todas as tuas vontades, que tenha o sorriso mais lindo e uma voz encantadora que te faça sentir arrepios, mas que mesmo assim, aquela pessoa que é o teu oposto, ainda é quem te faz ficar com as pernas bambas? Se for assim, sinto muito queridas meninas que estão loucas e desvairadas para tirar uma casquinha, é amor antigo!
É difícil segurar sentimentos. Não falar, quando o que eu mais quero é gritar pra todo mundo o que eu sinto. É difícil mudar. É difícil fazer coisas e ver que nada está sendo feito por mim. Mas ao mesmo tempo, se eu não fizer isso e não agir assim, eu vou me culpar o resto da minha vida, o quanto tola e fraca fui, perdendo a pessoa que eu mais amei.


Hoje, apesar dos pesares, agradeço a ti, parte da minha felicidade, do meu bom humor, do sorriso que não sai de mim, do coração batendo forte, da lágrima de saudade, das pernas bambas, do frio na barriga... agradeço, mesmo me remoendo em orgulhos, pelas doses de paciência, de cumplicidade, de alívio.

domingo, 15 de agosto de 2010

sabe?


Eu, ciumenta, chorona, briguenta. Tu, desligado, durão, orgulhoso. Sim, somos completamente diferentes, cada um em um extremo. Tentei inúmeras vezes me afastar de ti, me desligar totalmente e tenho certeza que também tentou fazer isso. Conseguimos? Nunca. Minhas promessas podem ter durado duas, três semanas. - Não, eu não vou mais falar com ele, não quero mais sofrer, não quero mais me aproximar. E tenho certeza que também pensou: - Não, eu não quero mais aquela sem noção, ciumenta, descontrolada. É, as coisas não são bem como queremos. Quer dizer, como queremos, mas querendo não querer.
Eu desisti. Desisti de me afastar de ti, desisti de querer te ver longe e passei a te aceitar como é. Como disse, somos opostos, mas que eu tenho certeza que juntos, nos completamos.
Se tu gosta do azul e eu do vermelho, se eu gosto de pagode e tu de metal, pouco importa. Se eu sou carinhosa ao extremo e tu gosta de levar as coisas com calma, pouco importa. O que importa, é que juntos nós vamos aprender a lidar com os defeitos um do outro e continuar de onde paramos, ou recomeçar, mas agora muito melhor, tenho certeza.
A descontrolada aqui, sempre vai estar investigando e querendo satisfações e o durão ai, sempre vai estar cheio de razões. Nós vamos nos desentender, tu vai me chamar de possessiva, eu te chamar de desligado e que com pequenas coisas como: - Eu preciso de ti!, - Queria tanto um abraço teu!, a gente esquece de tudo, das brigas e dos alguéns.
Sim, vamos com calma! Nunca se deve cometer os mesmos erros e colocar a carroça na frente dos bois. Mas é tão intenso, tão gostoso os nossos momentos juntos, que dá vontade de ficar ali, de bobeira e não te largar mais. Mas que nem se diz, " o apressado come cru " e estragar de novo não.
Tenho medos, muitos medos, tu sabe quais são, só não sabe a intensidade deles. Não sabe o quanto isso me faz mal quando penso e nem a que ponto eu penso. Tento esquecer, juro que tento. Tento entender as coisas da maneira como tu me diz, mas nem sempre são assim.
Mas e quem disse que é para ser tudo perfeito? Quem disse que as coisas tem que ser como devem ser? Se fosse assim, não teria graça. Se fosse assim, não estaríamos onde estamos hoje. Juntos, ou quase.
" sabe quanto tempo eu te esperei, sabe quanto tempo eu fiquei sem olhar pra trás. sabe quanto tempo que eu disfarcei, sabe quantas horas eu contei pra ti ver chegar. e contando os dias pro teu olhar, nem passava perto o momento pra poder tocar. tocar o movimento do teu coração, abrir um sentimento que comece de novo uma canção. ai quem sabe um dia a gente possa se encontrar ..."

terça-feira, 20 de julho de 2010

até onde o amor durar.


Deitada em minha cama a alguns dias atrás, pensando em nós, peguei um pedaço de papel e uma caneta e comecei a escrever. Escrevi coisas sem sentido, trechos de música, nossos nomes. Coisas de quem está ridiculamente apaixonada. Que escreve interruptamente os nomes em um coração ou entrelaçados. Entre várias frases, algumas palavras me chamou atenção:
"Vou até o fim, até onde Deus permitir, até onde o amor durar. Vou até onde o toque for sincero, onde o olhar e o sorriso forem fascinante, até onde o amor durar. Vou até onde a lágrima seja de saudade, de alegria, vou até onde o amor durar. Vou até onde a procura seja inexplicável e não rotineira, até onde o amor durar. Vou até onde o carinho for verdadeiro, o amor seja sincero, o beijo apaixonante, até onde o amor durar. Vou até onde as diferenças não nos esfrie e as semelhanças sejam tão iguais, que não possamos nos completar, vou até onde o amor durar."
Sim, eu sei, isso é muito intenso para tal situação. Vivemos isso uma vez. E porque não tentar a segunda?
Tu sabe, eu sei. As coisas não são tão flores cujas palavras a cima, não são tão fáceis como poderiam ser. Mas que relação não passou por obstáculos para chegar a plena felicidade? Nenhuma. Qualquer amor sempre teve ou tem, algo que o impeça de acontecer. E me desculpe tal petulância, não há nada que vá nos proibir, pelo menos para mim.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

quando ela é muita, cai pelos olhos.


Saudade... O que é saudade? O que nos faz sentir saudade? Para que sentir saudade? Saudade me faz lembrar ausência, lembranças, momentos, distância. Ausência de alguém que está longe, que não vejo a um ano, dois, talvez, Ausência de alguém que está perto, de corpo presente e alma distante. Lembranças boas, pois se fossem ruins não ia sentir saudade. Lembrança daquele beijo marcante, do último beijo. Lembrança do um toque, do carinho, do olhar, do último olhar. Lembrança daquele sábado à noite, deitados no sofá da sala vendo um filme que nem se quer lembro o nome, mas que foi o melhor filme da minha vida. Momentos, “aqueles” momentos. De choro? Pode ser. Choro de felicidade, choro de vitória. Isso trás saudade. Distância, eis a palavras que mais trás saudade. Quem não tem um amigo de infância que mora longe? Ou um amor antigo que está a quilômetros? Distância lembra separação, afastamento. Palavra que só de ouvir dói... distância, um dos principais motivos da saudade. Um cheiro, uma música, uma foto, palavras, uma comida, dia de sol ou de chuva, o modo de olhar, um sorriso aberto, o tom da voz, o toque da pele, o beijo, uma cor, isso me faz sentir saudade. Lembrar de tudo isso, acompanhando com a lembrança dos momentos com alguém, me faz sentir saudade. Saudade, saudade, saudade... Sinto saudade, estou com saudade, tenho saudade, respiro saudade. Saudade de uma, duas, três horas atrás. Saudade daquele dia ensolarado e frio, no começo da semana passada, foi à última vez que te vi. Saudade. E quem foi à maldita criatura que inventou essa tal saudade? Para que isso? A saudade foi feita apenas para torturar, para machucar, para entediar? Ou tem algum significado benéfico? Pois até hoje, eu não achei nenhum. Parei para pensar o que faz sentir saudade e até achei uma resposta, não muito convincente e nem muito agradável, pois tudo faz sentir saudade. Alguns longos exemplos: tempos de escola; amigos que foram embora, ou aqueles que a vida afastou; família; amores de todos os tipos, longos, curtos, correspondidos ou não, amores de hoje e de ontem, esquisitos ou normais; saudade daquela música que nunca mais escutei ou daquela voz... se fosse citar tudo aquilo que me faz ou trás a saudade, passaria horas e horas aqui, pois a vida é uma saudade. Tenho saudade da infância, do começo da adolescência e daqui uns anos terei saudade do final dela. Saudade é algo que se pensarmos bem, confunde. Saudade ou falta? Falta trás saudade. Saudade busca suprir a falta. Saudade ou lembrança? Saudade trás as lembranças. Lembranças trás a saudade. Pensando bem, saudade não poderia ser escrita assim. Teria que ser saldade, com L mesmo. Que vem de sal, de salgado, de ardência. Sal arde se colocarmos em contado com as feridas abertas. Saudade abre as feridas e as machuca, as faz arder, faz doer. E o pior que ela irá me acompanhar, te acompanhar, nos acompanhar até o final das nossas vidas e quanto mais vivemos, maior ela irá ficar. Entre tantas palavras tentando conceituar saudade, chego a conclusão que não há expressão, palavra ou frase se quer, que consiga traduzir o sentimento de quem sente saudade de verdade. Saudade dá um vazio, uma tristeza, faz cair lágrimas, faz sofrer, nos faz amar mais, é angustia, desespero, é espaço, é dor e sabe-se que quando ela é muita, cai pelos olhos.

domingo, 18 de julho de 2010

para que escrevo?


É incrível a facilidade que eu tenho de colocar sentimentos em pedaços de papel. Sentimentos esses de amor, lágrimas, carinho, sofrimento, cumplicidade. Não me peça para escrever sobre o chuvoso dia de ontem, ou sobre a importância de um dia de sol da nossa vida. Não! Eu não irei conseguir. Apenas o faço quando quero ou quando preciso. Não leio para escrever melhor. Não leio para saber me expressar melhor. Aliás, raramente leio. Só quando quero, quando me interessa. Escrevo para diminuir minhas dores, pra desabafar, pra me animar. É como se fosse um ponto de apoio, ou de ilusão. Quando penso em escrever sobre amor, um mar de coisas vem na minha cabeça: pensamentos soltos, estórias, histórias, sonhos e pesadelos, lágrimas e sorriso. Tento, da melhor maneira traduzir em palavras e que retrate bem o que sinto, o que espero. Quando penso em expressar minhas lágrimas, a faço de forma que não soe como se fosse um sarcasmo, uma humilhação, uma ironia. Escrever sobre elas, não me deixa mais triste, mais melancólica, ao contrário, me deixa melhor, mais aliviada, como se um peso, ou parte dele, saísse de mim, como se fosse um desabafo. E sobre carinho? Bom, é difícil falar sobre isso, pois é complicado entender a minha forma de analisar o que entendo como carinho. Carinho, não é apenas a carícia propriamente dita. Não se resume no afago dos cabelos. Carinho é pegar na mão publicamente. Beijar a testa. Mostrar respeito. Pegar no colo. Dizer que gosta, que ama. O quanto gosta, o quanto ama. Carinho não se pede, não de implora. Carinho não é sinônimo de melosidade, de grude. Carinho e uma das mais bonitas formas de se demonstrar o amor. E quando a pauta é sofrimento, assim como as lágrimas, não o trago em forma de humilhação, mas de desabafo. Sofrer é comum, tanto quanto amar. Quem ama, consequentemente sofre. Sofre com a ausência, com a distância. Sofre com os problemas. Sofre com o sofrimento do outro. No dicionário, sofrer é sinônimo de suportar, aguentar, tolerar, ter saudade. Sofrer pode ser suportar a dor, a ausência, a distância, a saudade, aguentar a dor a ausência, a distância, a saudade, tolerar a dor a ausência, a distância, a saudade, ter saudade, sofrer por saudade, amar na saudade. Pensando assim, sofrer não é tão ruim como é rotulado. E a cumplicidade, em que sentido falo? Acho que em todos os possíveis: de pai, de filho, de amigo, de irmão, de amor. Cumplicidade na intimidade, nos segredos, nas vitórias, nas derrotas. Cumplicidade no relacionamento, na amizade, na rotina. Sentimentos variados, mas que tem um valor incalculável. Sentimentos simples, que na vida nos faz crescer, amadurecer. O que seria de nós se não tivéssemos todos esses sentimentos? Existiríamos? Pode ser que sim, mas seríamos meros seres humanos, incapazes de amar, de sentir prazer, de não saber o valor de um abraço.

sábado, 17 de julho de 2010

Por ti.


Eu menti. Eu falei a mais pura verdade. Eu briguei. Eu encontrei a paz. Eu chorei, querendo não chorar. Eu sorri, para não chorar. Eu tentei esquecer. Eu fiz de tudo para lembrar. Eu sai só para te encontrar. Eu me desliguei de tudo para não te achar. Eu mudei. Eu permaneci a mesma. Eu liguei para ouvi tua voz. Eu te fiz amigo, para me aproximar. Eu me afastei para não lembrar. Eu passei noites acordada, lembrando. Eu tentei dormir, para não lembrar. Eu desliguei o rádio para não ouvir aquela música. Eu deixei de ser fria. Eu esfriei. Eu esqueci do teu beijo. Mas lembrei do teu abraço. Amei, para esquecer. Tentei esquecer, para amar. Eu mudei de rumo. Eu permaneci aqui. Eu disfarcei. Eu te esperei. Eu procurei mil motivos para te ter longe de mim. Eu encontrei mil motivos para te ver sorrir. Eu não olhei pra trás. Eu te falei tudo que pensava. Eu não te disse nada do que queria. Eu fugi do teu olhar. Eu procurei o teu sorriso. Eu aprendi a pedir perdão. Eu aprendi a perdoar. Eu te olhei interminavelmente. Eu te beijei intensamente. Eu tentei chamar tua atenção. Eu inventei histórias. Eu inventei amores. Eu inventei motivos. Eu tentei. Eu desisti. Eu amei. Eu odiei. Eu me acostumei com a tua falta. Eu precisei da tua presença. Eu tentei ser forte. Eu preciso de ti para me guiar. Eu preciso da tua ausência para saber o que fazer. Eu preciso da tua voz. Eu preciso. Eu quero. Por ti. Por mim. Por nós.

"Guarde o seu sorriso só pra mim, que eu te dou o universo em meu olhar."

faz tempo, mas eu nunca esqueci!


Lembro como se fosse hoje a primeira vez que tocou a minha mão. A vontade de te dar um beijo não era percebida diante da minha lamentável timidez. Sim, minhas pernas tremiam como as de uma menina que ia dar seu primeiro beijo no menino dos sonhos.
Já tinha imaginado tudo. O que iria dizer, fazer, como me comportar. E, não diferente do que costumo fazer ainda hoje, fiz tudo diferente. Como sempre, não consigo dizer quase nada, até tento, mas a timidez toma conta de mim por inteira. Parecia uma guriazinha de onze anos. Não diferente de mim, notei que também estava tímido, não tanto quanto eu, mas estava. Porém isso não atrapalhou um dos momentos mais esperados: o beijo.
Esquisito, desengonçado, estranho. Teria mais algumas "qualidades" para o nosso primeiro beijo? Sim, ele não foi muito agradável, mas foi o suficiente para me encantar e me apaixonar, porque não?
Contigo vivi momentos ótimos. Risos, histórias, beijos, carinhos, momentos que nos tiraram o fôlego, choros, consolos, etc, etc, etc. Podem haver outros momentos bons e até melhores entre nós, mas aqueles vão ser inesquecíveis. Não foram muitos, mas o suficiente para marcar a minha vida e ficar a tarde inteira contando estas histórias para os meus netos, ou nossos netos.
Sei que somos diferentes, mas ao mesmo tempo temos nossas semelhanças. Somos teimosos, ciumentos, briguentos e orgulhosos. Ah, ia esquecendo a nossa principal coisa em comum: Somos loucos um pelo outro. Podemos não dizer, não demonstrar, tentar esconder, mas se assim não fosse, não iríamos estar ligados todo esse tempo.
As vezes coloco uma música, deito na minha cama e fico lembrando de cada sorriso teu, cada toque da tua mão, cada abraço, cada momento de felicidade.
Estou sempre insegura sobre o que falar, como falar. Não falo por achar que vou estar sendo infantil e as coisas que falo, muitas delas vejo que não precisaria falar. Mas são coisas da vida. Contigo eu acerto e erro. Contigo eu passei um dos melhores momentos da minha vida.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

um dia foi pra sempre!


Um dia, não a muito tempo atrás, uma das minhas melhores amigas, ou ex-melhor amiga, me disse a frase: "Porque pra ti, eu posso dizer que é pra sempre." Hoje, olhando algumas das nossas fotos, me peguei pensando no tempo em que achávamos que era pra sempre. Uma amizade de 16 anos, com muitas alegrias, choros, conselhos, festas. Uma amizade bem vivida, que por motivos, sim, no plural mesmo, acabou ou esfriou.
A vida nos dá escolhas, e nós as decidimos. A vida nos dá pessoas, e nós as escolhemos. E numa dessas decisões e escolhas, tudo se perdeu. Como se algo fosse rasgado, separado, queimado. Hoje não a abraço mais como a uma ano atrás, já não ligo mais frequentemente, já não a amo como antes e já não chamo mais de amiga, de minha melhor amiga.
Nós acabamos escolhendo determinadas coisas na nossa vida e excluindo outras. Acabamos priorizando pessoas e momentos, e deletando outros. Acabamos errando, e muitas vezes quando vamos nos dar conta disso, é tarde demais e aquilo tudo que se tinha antes nunca mais voltará a ser igual. Bastava um olhar para saber o que estava sentindo, bastava um abraço para tranquilizar, bastava uma palavra de consolo para que a dor diminuísse. Não bastava um final de semana para contar e confessar tudo o que sentia. Não bastava uma tarde para tirarmos as fotos que queríamos. Não bastava todas as manhãs na escola para matar a saudade. Não bastava as madrugadas no msn para tanta conversa. Não bastou 16 anos de amizade para se eternizar. Não bastou ter o mesmo sangue para ser pra sempre.
Diz a música "Amigos" da banda Manitu: "E quando os filhos chegarem, verão as fotos e perguntarão: quem são aquelas pessoas?, isso vai doer, machucar tanto. Foram com essas pessoas, que vivemos melhor parte da vida.." ISSO VAI DOER, MACHUCAR TANTO.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

dar valor!


Olhando "orkut's alheios", vi coisas que tentei não dar importância. Coisas pequenas, fúteis, mas que para mim fazem toda diferença.
A alguns dias atrás, tendo uma conversa com um amigo disse pra ele: "Talvez se tu tivesse dado valor antes de perder, tu não estaria nessa situação agora." E isso foi a primeira coisa que lembrei quando fingi não ver tais "pequenas" situações. Que a gente deve agradar e dar valor pra quem se importa conosco, pra quem está ali, na boa e na ruim, te fazendo feliz, eu tentando. Se essa pessoa não é quem tu gostaria de estar, então não finja que está tudo bem, não ponha a poeira pra baixo no tapete, porque um dia ela aparece.
O "dar valor" que digo, não são apenas coisas internas, mas o simples fato de pegar na mão, de olhar no olho enquanto fala, de abraçar, de não ter vergonha de demonstrar o que sente, de mostrar que está feliz ao lado de quem está. Mostrar que aquela pessoa foi escolhida, pode não ser a mais bonita e nem a mais interessante, mas que é a melhor, e por isso está junto dela.
A simplicidade me facina. O inesperado me surpreende. Pequenas coisas em momentos normais. Muitas vezes um simples toque me encanta muito mais que um beijo. Uma simples palavras, me alegra muito mais que textos longos. Poucos minutos, me agradam muito mais que dias. É disso que eu gosto, das pequenas coisas, de gestos, palavras, que me surpreendam, que me toquem, que me alegrem.
Então, nisso tudo, vale bem aquele trecho de música: "Cuide bem do seu amor, seja quem for!"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Marcou minha história mesmo sem querer !




Eu tentei por tantas vezes te tirar da minha vida, esquecer de todas as lembranças, me livrar de tudo, tudo mesmo. Apagar, deletar, jogar fora e partir pra outra sem levar nada disso. Tentei por muitas vezes, de todas as maneiras, todas as formas. E cada vez que eu tentava, eu notava que mesmo longe, sem contato nenhum, de alguma forma tu sempre permaneceu comigo. Seja em um cheiro, em uma música, em um filme, numa cena de novela e até mesmo em um casal que passava por mim na rua. Eu notei, que mesmo estando com alguém, eu sempre lembrava do que nós fazíamos juntos, das coisas que conversávamos, do teu beijo, do abraço, do jeito como falava comigo, do jeito como me deixava boba, do teu carinho. Ai, eu fazia de tudo pra chama tua atenção, palavras, frases sem sentido, letras de música. As vezes não funcionava. Mas quando tu notava, parecia que eu era a pessoa mais feliz do mundo, parecendo que de alguma forma eu ainda chamava tua atenção, e isso me bastava.
Escrevendo e escutando a música 23 de novembro da banda Hóri, e me identifiquei com boa parte da letra, aliás, nos identifiquei.

"Hoje eu parei pra escutar meu coração
Que só fala de você desde quando eu te vi
Hoje as lembranças já fazem parte desta canção
Que eu escrevi só pra você
Nós vamos estar
Juntos mesmo quando não estamos perto
Já não importa mais o que ficou pra trás
Agora é só eu e você
Venha e me mostre como tudo deve ser
Marcou minha história mesmo sem querer
Como tudo deve ser
Eu nunca achei alguém pra ser feliz
Mas em você tem algo que me diz
Que tudo vai ser bem melhor pra mim
E você vem em camera lenta
Agora sua imagem fica em minha cabeça
Por nós dois, eu faço tudo .. "

sexta-feira, 14 de maio de 2010

pessoa errada?


Por que o amor é tão difícil? Por que as pessoas são tão difíceis? Não seria melhor, se as pessoas pudessem escolher quem gostar? Não seria mais fácil se existisse um coração certo para cada pessoa? Um coração que não entristecesse, que não chorasse, que não quebrasse? Não seria melhor existir uma pessoa certa para cada um de nós?
Um texto que li, diz que não existe a pessoa certa, mas a errada. A pessoa errada é aquela que não liga, não procura, não faz nada, e mesmo assim é ela que o nosso coração escolhe. Eu, achei minha pessoa errada, aquela que não me liga, muitas vezes não me procura, que quase sempre não está "nem ai" pra mim. Achei, não faz muito tempo e nem é tão recente também. Ás vezes, me faz bem, às vezes me faz um mau danado. Mas é a pessoa certa, ou melhor, a pessoa errada. Muitas vezes, se pudesse, daria um fim a tudo isso, sumiria, ou tiraria essa pessoa da minha vida. Porém, muitas vezes, traria essa pessoa para bem pertinho de mim, e não a deixaria mais sair. Um tanto complicado, um tanto simples.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

um novo começo ;


Não sei como começar e nem o que escrever, mas estava pensando em tudo o que já aconteceu até agora. Posso dizer que foram vários momentos, bons e outros nem tanto. Quantas conversas, conselhos, ciúmes, alguns desentendimetos, até choros, porque não. Muito carinho, muita admiração. É tão bom saber que tenho alguém em quem posso confiar de olhos fechados. Posso passar horas e horas conversando, que isso não me enjoa. Me sinto protegida, me sinto bem, me sinto em paz. Muitas vezes posso ter confundido algumas coisas, alguns sentimentos, alguns acontecimentos. Posso ter dito o que não devia, posso ter feito o que não era necessário. Mas mesmo com tudo isso, a amizade (se é que posso chamar assim) foi mais forte, e prevaleceu.


" É como se fosse um pedaço de mim, alguém que faria falta se não existisse ou se por algum momento resolvesse sumir. É como uma proteção. É alguém que eu defenderia de olhos fechado, de tudo e de todos, certo ou errado. "