
É incrível a facilidade que eu tenho de colocar sentimentos em pedaços de papel. Sentimentos esses de amor, lágrimas, carinho, sofrimento, cumplicidade. Não me peça para escrever sobre o chuvoso dia de ontem, ou sobre a importância de um dia de sol da nossa vida. Não! Eu não irei conseguir. Apenas o faço quando quero ou quando preciso. Não leio para escrever melhor. Não leio para saber me expressar melhor. Aliás, raramente leio. Só quando quero, quando me interessa. Escrevo para diminuir minhas dores, pra desabafar, pra me animar. É como se fosse um ponto de apoio, ou de ilusão. Quando penso em escrever sobre amor, um mar de coisas vem na minha cabeça: pensamentos soltos, estórias, histórias, sonhos e pesadelos, lágrimas e sorriso. Tento, da melhor maneira traduzir em palavras e que retrate bem o que sinto, o que espero. Quando penso em expressar minhas lágrimas, a faço de forma que não soe como se fosse um sarcasmo, uma humilhação, uma ironia. Escrever sobre elas, não me deixa mais triste, mais melancólica, ao contrário, me deixa melhor, mais aliviada, como se um peso, ou parte dele, saísse de mim, como se fosse um desabafo. E sobre carinho? Bom, é difícil falar sobre isso, pois é complicado entender a minha forma de analisar o que entendo como carinho. Carinho, não é apenas a carícia propriamente dita. Não se resume no afago dos cabelos. Carinho é pegar na mão publicamente. Beijar a testa. Mostrar respeito. Pegar no colo. Dizer que gosta, que ama. O quanto gosta, o quanto ama. Carinho não se pede, não de implora. Carinho não é sinônimo de melosidade, de grude. Carinho e uma das mais bonitas formas de se demonstrar o amor. E quando a pauta é sofrimento, assim como as lágrimas, não o trago em forma de humilhação, mas de desabafo. Sofrer é comum, tanto quanto amar. Quem ama, consequentemente sofre. Sofre com a ausência, com a distância. Sofre com os problemas. Sofre com o sofrimento do outro. No dicionário, sofrer é sinônimo de suportar, aguentar, tolerar, ter saudade. Sofrer pode ser suportar a dor, a ausência, a distância, a saudade, aguentar a dor a ausência, a distância, a saudade, tolerar a dor a ausência, a distância, a saudade, ter saudade, sofrer por saudade, amar na saudade. Pensando assim, sofrer não é tão ruim como é rotulado. E a cumplicidade, em que sentido falo? Acho que em todos os possíveis: de pai, de filho, de amigo, de irmão, de amor. Cumplicidade na intimidade, nos segredos, nas vitórias, nas derrotas. Cumplicidade no relacionamento, na amizade, na rotina. Sentimentos variados, mas que tem um valor incalculável. Sentimentos simples, que na vida nos faz crescer, amadurecer. O que seria de nós se não tivéssemos todos esses sentimentos? Existiríamos? Pode ser que sim, mas seríamos meros seres humanos, incapazes de amar, de sentir prazer, de não saber o valor de um abraço.
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