
Deitada em minha cama a alguns dias atrás, pensando em nós, peguei um pedaço de papel e uma caneta e comecei a escrever. Escrevi coisas sem sentido, trechos de música, nossos nomes. Coisas de quem está ridiculamente apaixonada. Que escreve interruptamente os nomes em um coração ou entrelaçados. Entre várias frases, algumas palavras me chamou atenção:
"Vou até o fim, até onde Deus permitir, até onde o amor durar. Vou até onde o toque for sincero, onde o olhar e o sorriso forem fascinante, até onde o amor durar. Vou até onde a lágrima seja de saudade, de alegria, vou até onde o amor durar. Vou até onde a procura seja inexplicável e não rotineira, até onde o amor durar. Vou até onde o carinho for verdadeiro, o amor seja sincero, o beijo apaixonante, até onde o amor durar. Vou até onde as diferenças não nos esfrie e as semelhanças sejam tão iguais, que não possamos nos completar, vou até onde o amor durar."
Sim, eu sei, isso é muito intenso para tal situação. Vivemos isso uma vez. E porque não tentar a segunda?
Tu sabe, eu sei. As coisas não são tão flores cujas palavras a cima, não são tão fáceis como poderiam ser. Mas que relação não passou por obstáculos para chegar a plena felicidade? Nenhuma. Qualquer amor sempre teve ou tem, algo que o impeça de acontecer. E me desculpe tal petulância, não há nada que vá nos proibir, pelo menos para mim.
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