terça-feira, 20 de julho de 2010

até onde o amor durar.


Deitada em minha cama a alguns dias atrás, pensando em nós, peguei um pedaço de papel e uma caneta e comecei a escrever. Escrevi coisas sem sentido, trechos de música, nossos nomes. Coisas de quem está ridiculamente apaixonada. Que escreve interruptamente os nomes em um coração ou entrelaçados. Entre várias frases, algumas palavras me chamou atenção:
"Vou até o fim, até onde Deus permitir, até onde o amor durar. Vou até onde o toque for sincero, onde o olhar e o sorriso forem fascinante, até onde o amor durar. Vou até onde a lágrima seja de saudade, de alegria, vou até onde o amor durar. Vou até onde a procura seja inexplicável e não rotineira, até onde o amor durar. Vou até onde o carinho for verdadeiro, o amor seja sincero, o beijo apaixonante, até onde o amor durar. Vou até onde as diferenças não nos esfrie e as semelhanças sejam tão iguais, que não possamos nos completar, vou até onde o amor durar."
Sim, eu sei, isso é muito intenso para tal situação. Vivemos isso uma vez. E porque não tentar a segunda?
Tu sabe, eu sei. As coisas não são tão flores cujas palavras a cima, não são tão fáceis como poderiam ser. Mas que relação não passou por obstáculos para chegar a plena felicidade? Nenhuma. Qualquer amor sempre teve ou tem, algo que o impeça de acontecer. E me desculpe tal petulância, não há nada que vá nos proibir, pelo menos para mim.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

quando ela é muita, cai pelos olhos.


Saudade... O que é saudade? O que nos faz sentir saudade? Para que sentir saudade? Saudade me faz lembrar ausência, lembranças, momentos, distância. Ausência de alguém que está longe, que não vejo a um ano, dois, talvez, Ausência de alguém que está perto, de corpo presente e alma distante. Lembranças boas, pois se fossem ruins não ia sentir saudade. Lembrança daquele beijo marcante, do último beijo. Lembrança do um toque, do carinho, do olhar, do último olhar. Lembrança daquele sábado à noite, deitados no sofá da sala vendo um filme que nem se quer lembro o nome, mas que foi o melhor filme da minha vida. Momentos, “aqueles” momentos. De choro? Pode ser. Choro de felicidade, choro de vitória. Isso trás saudade. Distância, eis a palavras que mais trás saudade. Quem não tem um amigo de infância que mora longe? Ou um amor antigo que está a quilômetros? Distância lembra separação, afastamento. Palavra que só de ouvir dói... distância, um dos principais motivos da saudade. Um cheiro, uma música, uma foto, palavras, uma comida, dia de sol ou de chuva, o modo de olhar, um sorriso aberto, o tom da voz, o toque da pele, o beijo, uma cor, isso me faz sentir saudade. Lembrar de tudo isso, acompanhando com a lembrança dos momentos com alguém, me faz sentir saudade. Saudade, saudade, saudade... Sinto saudade, estou com saudade, tenho saudade, respiro saudade. Saudade de uma, duas, três horas atrás. Saudade daquele dia ensolarado e frio, no começo da semana passada, foi à última vez que te vi. Saudade. E quem foi à maldita criatura que inventou essa tal saudade? Para que isso? A saudade foi feita apenas para torturar, para machucar, para entediar? Ou tem algum significado benéfico? Pois até hoje, eu não achei nenhum. Parei para pensar o que faz sentir saudade e até achei uma resposta, não muito convincente e nem muito agradável, pois tudo faz sentir saudade. Alguns longos exemplos: tempos de escola; amigos que foram embora, ou aqueles que a vida afastou; família; amores de todos os tipos, longos, curtos, correspondidos ou não, amores de hoje e de ontem, esquisitos ou normais; saudade daquela música que nunca mais escutei ou daquela voz... se fosse citar tudo aquilo que me faz ou trás a saudade, passaria horas e horas aqui, pois a vida é uma saudade. Tenho saudade da infância, do começo da adolescência e daqui uns anos terei saudade do final dela. Saudade é algo que se pensarmos bem, confunde. Saudade ou falta? Falta trás saudade. Saudade busca suprir a falta. Saudade ou lembrança? Saudade trás as lembranças. Lembranças trás a saudade. Pensando bem, saudade não poderia ser escrita assim. Teria que ser saldade, com L mesmo. Que vem de sal, de salgado, de ardência. Sal arde se colocarmos em contado com as feridas abertas. Saudade abre as feridas e as machuca, as faz arder, faz doer. E o pior que ela irá me acompanhar, te acompanhar, nos acompanhar até o final das nossas vidas e quanto mais vivemos, maior ela irá ficar. Entre tantas palavras tentando conceituar saudade, chego a conclusão que não há expressão, palavra ou frase se quer, que consiga traduzir o sentimento de quem sente saudade de verdade. Saudade dá um vazio, uma tristeza, faz cair lágrimas, faz sofrer, nos faz amar mais, é angustia, desespero, é espaço, é dor e sabe-se que quando ela é muita, cai pelos olhos.

domingo, 18 de julho de 2010

para que escrevo?


É incrível a facilidade que eu tenho de colocar sentimentos em pedaços de papel. Sentimentos esses de amor, lágrimas, carinho, sofrimento, cumplicidade. Não me peça para escrever sobre o chuvoso dia de ontem, ou sobre a importância de um dia de sol da nossa vida. Não! Eu não irei conseguir. Apenas o faço quando quero ou quando preciso. Não leio para escrever melhor. Não leio para saber me expressar melhor. Aliás, raramente leio. Só quando quero, quando me interessa. Escrevo para diminuir minhas dores, pra desabafar, pra me animar. É como se fosse um ponto de apoio, ou de ilusão. Quando penso em escrever sobre amor, um mar de coisas vem na minha cabeça: pensamentos soltos, estórias, histórias, sonhos e pesadelos, lágrimas e sorriso. Tento, da melhor maneira traduzir em palavras e que retrate bem o que sinto, o que espero. Quando penso em expressar minhas lágrimas, a faço de forma que não soe como se fosse um sarcasmo, uma humilhação, uma ironia. Escrever sobre elas, não me deixa mais triste, mais melancólica, ao contrário, me deixa melhor, mais aliviada, como se um peso, ou parte dele, saísse de mim, como se fosse um desabafo. E sobre carinho? Bom, é difícil falar sobre isso, pois é complicado entender a minha forma de analisar o que entendo como carinho. Carinho, não é apenas a carícia propriamente dita. Não se resume no afago dos cabelos. Carinho é pegar na mão publicamente. Beijar a testa. Mostrar respeito. Pegar no colo. Dizer que gosta, que ama. O quanto gosta, o quanto ama. Carinho não se pede, não de implora. Carinho não é sinônimo de melosidade, de grude. Carinho e uma das mais bonitas formas de se demonstrar o amor. E quando a pauta é sofrimento, assim como as lágrimas, não o trago em forma de humilhação, mas de desabafo. Sofrer é comum, tanto quanto amar. Quem ama, consequentemente sofre. Sofre com a ausência, com a distância. Sofre com os problemas. Sofre com o sofrimento do outro. No dicionário, sofrer é sinônimo de suportar, aguentar, tolerar, ter saudade. Sofrer pode ser suportar a dor, a ausência, a distância, a saudade, aguentar a dor a ausência, a distância, a saudade, tolerar a dor a ausência, a distância, a saudade, ter saudade, sofrer por saudade, amar na saudade. Pensando assim, sofrer não é tão ruim como é rotulado. E a cumplicidade, em que sentido falo? Acho que em todos os possíveis: de pai, de filho, de amigo, de irmão, de amor. Cumplicidade na intimidade, nos segredos, nas vitórias, nas derrotas. Cumplicidade no relacionamento, na amizade, na rotina. Sentimentos variados, mas que tem um valor incalculável. Sentimentos simples, que na vida nos faz crescer, amadurecer. O que seria de nós se não tivéssemos todos esses sentimentos? Existiríamos? Pode ser que sim, mas seríamos meros seres humanos, incapazes de amar, de sentir prazer, de não saber o valor de um abraço.

sábado, 17 de julho de 2010

Por ti.


Eu menti. Eu falei a mais pura verdade. Eu briguei. Eu encontrei a paz. Eu chorei, querendo não chorar. Eu sorri, para não chorar. Eu tentei esquecer. Eu fiz de tudo para lembrar. Eu sai só para te encontrar. Eu me desliguei de tudo para não te achar. Eu mudei. Eu permaneci a mesma. Eu liguei para ouvi tua voz. Eu te fiz amigo, para me aproximar. Eu me afastei para não lembrar. Eu passei noites acordada, lembrando. Eu tentei dormir, para não lembrar. Eu desliguei o rádio para não ouvir aquela música. Eu deixei de ser fria. Eu esfriei. Eu esqueci do teu beijo. Mas lembrei do teu abraço. Amei, para esquecer. Tentei esquecer, para amar. Eu mudei de rumo. Eu permaneci aqui. Eu disfarcei. Eu te esperei. Eu procurei mil motivos para te ter longe de mim. Eu encontrei mil motivos para te ver sorrir. Eu não olhei pra trás. Eu te falei tudo que pensava. Eu não te disse nada do que queria. Eu fugi do teu olhar. Eu procurei o teu sorriso. Eu aprendi a pedir perdão. Eu aprendi a perdoar. Eu te olhei interminavelmente. Eu te beijei intensamente. Eu tentei chamar tua atenção. Eu inventei histórias. Eu inventei amores. Eu inventei motivos. Eu tentei. Eu desisti. Eu amei. Eu odiei. Eu me acostumei com a tua falta. Eu precisei da tua presença. Eu tentei ser forte. Eu preciso de ti para me guiar. Eu preciso da tua ausência para saber o que fazer. Eu preciso da tua voz. Eu preciso. Eu quero. Por ti. Por mim. Por nós.

"Guarde o seu sorriso só pra mim, que eu te dou o universo em meu olhar."

faz tempo, mas eu nunca esqueci!


Lembro como se fosse hoje a primeira vez que tocou a minha mão. A vontade de te dar um beijo não era percebida diante da minha lamentável timidez. Sim, minhas pernas tremiam como as de uma menina que ia dar seu primeiro beijo no menino dos sonhos.
Já tinha imaginado tudo. O que iria dizer, fazer, como me comportar. E, não diferente do que costumo fazer ainda hoje, fiz tudo diferente. Como sempre, não consigo dizer quase nada, até tento, mas a timidez toma conta de mim por inteira. Parecia uma guriazinha de onze anos. Não diferente de mim, notei que também estava tímido, não tanto quanto eu, mas estava. Porém isso não atrapalhou um dos momentos mais esperados: o beijo.
Esquisito, desengonçado, estranho. Teria mais algumas "qualidades" para o nosso primeiro beijo? Sim, ele não foi muito agradável, mas foi o suficiente para me encantar e me apaixonar, porque não?
Contigo vivi momentos ótimos. Risos, histórias, beijos, carinhos, momentos que nos tiraram o fôlego, choros, consolos, etc, etc, etc. Podem haver outros momentos bons e até melhores entre nós, mas aqueles vão ser inesquecíveis. Não foram muitos, mas o suficiente para marcar a minha vida e ficar a tarde inteira contando estas histórias para os meus netos, ou nossos netos.
Sei que somos diferentes, mas ao mesmo tempo temos nossas semelhanças. Somos teimosos, ciumentos, briguentos e orgulhosos. Ah, ia esquecendo a nossa principal coisa em comum: Somos loucos um pelo outro. Podemos não dizer, não demonstrar, tentar esconder, mas se assim não fosse, não iríamos estar ligados todo esse tempo.
As vezes coloco uma música, deito na minha cama e fico lembrando de cada sorriso teu, cada toque da tua mão, cada abraço, cada momento de felicidade.
Estou sempre insegura sobre o que falar, como falar. Não falo por achar que vou estar sendo infantil e as coisas que falo, muitas delas vejo que não precisaria falar. Mas são coisas da vida. Contigo eu acerto e erro. Contigo eu passei um dos melhores momentos da minha vida.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

um dia foi pra sempre!


Um dia, não a muito tempo atrás, uma das minhas melhores amigas, ou ex-melhor amiga, me disse a frase: "Porque pra ti, eu posso dizer que é pra sempre." Hoje, olhando algumas das nossas fotos, me peguei pensando no tempo em que achávamos que era pra sempre. Uma amizade de 16 anos, com muitas alegrias, choros, conselhos, festas. Uma amizade bem vivida, que por motivos, sim, no plural mesmo, acabou ou esfriou.
A vida nos dá escolhas, e nós as decidimos. A vida nos dá pessoas, e nós as escolhemos. E numa dessas decisões e escolhas, tudo se perdeu. Como se algo fosse rasgado, separado, queimado. Hoje não a abraço mais como a uma ano atrás, já não ligo mais frequentemente, já não a amo como antes e já não chamo mais de amiga, de minha melhor amiga.
Nós acabamos escolhendo determinadas coisas na nossa vida e excluindo outras. Acabamos priorizando pessoas e momentos, e deletando outros. Acabamos errando, e muitas vezes quando vamos nos dar conta disso, é tarde demais e aquilo tudo que se tinha antes nunca mais voltará a ser igual. Bastava um olhar para saber o que estava sentindo, bastava um abraço para tranquilizar, bastava uma palavra de consolo para que a dor diminuísse. Não bastava um final de semana para contar e confessar tudo o que sentia. Não bastava uma tarde para tirarmos as fotos que queríamos. Não bastava todas as manhãs na escola para matar a saudade. Não bastava as madrugadas no msn para tanta conversa. Não bastou 16 anos de amizade para se eternizar. Não bastou ter o mesmo sangue para ser pra sempre.
Diz a música "Amigos" da banda Manitu: "E quando os filhos chegarem, verão as fotos e perguntarão: quem são aquelas pessoas?, isso vai doer, machucar tanto. Foram com essas pessoas, que vivemos melhor parte da vida.." ISSO VAI DOER, MACHUCAR TANTO.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

dar valor!


Olhando "orkut's alheios", vi coisas que tentei não dar importância. Coisas pequenas, fúteis, mas que para mim fazem toda diferença.
A alguns dias atrás, tendo uma conversa com um amigo disse pra ele: "Talvez se tu tivesse dado valor antes de perder, tu não estaria nessa situação agora." E isso foi a primeira coisa que lembrei quando fingi não ver tais "pequenas" situações. Que a gente deve agradar e dar valor pra quem se importa conosco, pra quem está ali, na boa e na ruim, te fazendo feliz, eu tentando. Se essa pessoa não é quem tu gostaria de estar, então não finja que está tudo bem, não ponha a poeira pra baixo no tapete, porque um dia ela aparece.
O "dar valor" que digo, não são apenas coisas internas, mas o simples fato de pegar na mão, de olhar no olho enquanto fala, de abraçar, de não ter vergonha de demonstrar o que sente, de mostrar que está feliz ao lado de quem está. Mostrar que aquela pessoa foi escolhida, pode não ser a mais bonita e nem a mais interessante, mas que é a melhor, e por isso está junto dela.
A simplicidade me facina. O inesperado me surpreende. Pequenas coisas em momentos normais. Muitas vezes um simples toque me encanta muito mais que um beijo. Uma simples palavras, me alegra muito mais que textos longos. Poucos minutos, me agradam muito mais que dias. É disso que eu gosto, das pequenas coisas, de gestos, palavras, que me surpreendam, que me toquem, que me alegrem.
Então, nisso tudo, vale bem aquele trecho de música: "Cuide bem do seu amor, seja quem for!"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Marcou minha história mesmo sem querer !




Eu tentei por tantas vezes te tirar da minha vida, esquecer de todas as lembranças, me livrar de tudo, tudo mesmo. Apagar, deletar, jogar fora e partir pra outra sem levar nada disso. Tentei por muitas vezes, de todas as maneiras, todas as formas. E cada vez que eu tentava, eu notava que mesmo longe, sem contato nenhum, de alguma forma tu sempre permaneceu comigo. Seja em um cheiro, em uma música, em um filme, numa cena de novela e até mesmo em um casal que passava por mim na rua. Eu notei, que mesmo estando com alguém, eu sempre lembrava do que nós fazíamos juntos, das coisas que conversávamos, do teu beijo, do abraço, do jeito como falava comigo, do jeito como me deixava boba, do teu carinho. Ai, eu fazia de tudo pra chama tua atenção, palavras, frases sem sentido, letras de música. As vezes não funcionava. Mas quando tu notava, parecia que eu era a pessoa mais feliz do mundo, parecendo que de alguma forma eu ainda chamava tua atenção, e isso me bastava.
Escrevendo e escutando a música 23 de novembro da banda Hóri, e me identifiquei com boa parte da letra, aliás, nos identifiquei.

"Hoje eu parei pra escutar meu coração
Que só fala de você desde quando eu te vi
Hoje as lembranças já fazem parte desta canção
Que eu escrevi só pra você
Nós vamos estar
Juntos mesmo quando não estamos perto
Já não importa mais o que ficou pra trás
Agora é só eu e você
Venha e me mostre como tudo deve ser
Marcou minha história mesmo sem querer
Como tudo deve ser
Eu nunca achei alguém pra ser feliz
Mas em você tem algo que me diz
Que tudo vai ser bem melhor pra mim
E você vem em camera lenta
Agora sua imagem fica em minha cabeça
Por nós dois, eu faço tudo .. "